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riscos_e_rabiscos

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O meu (im)posto.

Cada vez percebo menos e cada vez mais me metem a mão ao bolso! E eu vejo e calo-me!

 

Como todos aqueles que me visitam sabem, sou uma professora que trabalha em duas escolas a recibos verdes. Os meus vencimentos resumem-se ao número de dias que trabalho por mês, logo, os meses mais pequenos, com feriados ou férias, é uma miséria. Já nem falando nos meses de pausa lectiva, ou férias, como quiserem designar, em que estou “desempregada” e a viver do ar. Ao parco vencimento (cerca de 500 euros nos meses normais), ainda faço os descontos brutais para a segurança social.

 

Agora pergunto eu: ainda tenho que pagar o Imposto Extraordinário? Então depois vou viver do quê? É que eu não recebo nem subsídio de férias, nem subsídio de Natal, bem pelo contrário! Quando todos os trabalhadores por conta de outrém recebem mais um ordenado, eu recebo metade ou menos do meu ordenado normal.

 

É que trabalhar a recibos verdes não é sinónimo de auferir ordenados astronómicos. Os recibos verdes ganharam de tal forma “popularidade” que muitos de nós, se quisermos trabalhar (e não ter um emprego) temos que nos sujeitar. Não temos alternativa. E para muitos de nós, esta é a actividade principal e única, não é uma outra forma de realizar dinheiro extra.

 

Este é o estado da nação e o meu ainda é pior…